quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Paraguay - um país à parte

A Índia Sulamericana, fazendo fronteira com o Brasil. Em Foz do Iguaçu (PR), decidimos ir no Paraguai, cruzar a Ponte da Amizade, pra pelo menos ver o que ia dar. Mas é uma armação total. Já antes da ponte, um trânsito caótico, daqueles que a gente vê na Índia, cheio de carro velho, sem sinalização e valendo o ninguém-respeita-ninguém. Cheio de "guias" querendo arrancar uma grana dos turistas desavisados. O estacionamento nos saiu por R$30, mas pelo menos deixamos o carro seguro pertinho da ponte. Se soubéssemos, mais fácil (e barato) era cruzar de carro mesmo. O fluxo e tão grande que praticamente nada é fiscalizado ali. Quando cruzamos, controle nenhum na aduana. Documento, uma pessoa pediu, olhou de relance e deixou passar, encostada na pilastra, como que resignada em aceitar aquela missão que em nada mudava o fluxo contínuo de pessoas. Já no Paraguai, sabe a Praia do Francês em dia de domingo, cheia de vendedores ambulantes?, pronto! 500 vezes pior. Pra todo lado, o tempo todo, interminavelmente, gente querendo te empurrar alguma coisa. É eletrônico, é cueca, é calcinha, é DVD, é refrigerante, é o escambau. Bom mesmo ia ser uma daquelas plaquinhas de rodízio dizendo "não, obrigado". Mas o fato é que a gente fica coçando a cabeça pra entender como é que certos produtos saem tão baratos por lá. E a resposta é mais do que óbvia: impostos, ou a falta deles. Não é à toa que tá cheio de gente comprando pra revender no Brasil. Mais produtos do que você imagina chegam ao Brasil através do Paraguai. Se você não tem nota fiscal do seu ps2, notebook ou máquina fotográfica, é quase certeza que veio pelo Paraguai. E se você já comprou pelo Mercado Livre, meu amigo, você também é paraguaio.

Quanto aos carros paraguaios, é hilário. Como os paraguaios não têm indústria automobilística própria, por falta de produção nacional, os carros importados entram no país sem os impostos de proteção da indústria que os demais países têm e então o que mais tem é táxi Toyota, ou Hyndai, ou até mesmo Mercedes. As casas, dizem, caindo aos pedaços, a área mais impressionante é a garagem, com um super 4x4 estacionado. E, não, não dá pra comprar e trazer pro Brasil. Os impostos brasileiros de importação deixam essa prática inviável. :D

Estamos agora na argentina desde ontem, eu acho. Esse negócio de não trabalhar nem ter rotina certa tira um pouco a noção de tempo. Mas o Paraguay mereceu algo específico só pra ele. Abraços.





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