domingo, 2 de janeiro de 2011

Buenos Aires

Buenos Aires é uma cidade que respira cultura. A começar, as construções já impressionam - pela magnitude e pela qualidade. Na década de 30, o país foi um dos mais ricos do mundo. Pra se ter uma ideia, haviam mais carros no país do que em todo os Estados Unidos da América. Conta-se que o Banco Central, naquela época, por não ter mais espaço pra armazenar o ouro nos cofres, o teve que deixar nos corredores do prédio, ali mesmo no chão. Então dessa prosperidade foram edificados centenas - talvez milhares, de grandes edifícios que até hoje foram mantidos em excelente estado de conservação. Pra todo lado que se olha, tem uma enorme torre ou igreja, que agora é um Ministério ou a sede de alguma grande empresa. Também por essa prosperidade, a educação foi amplamente difundida e o país se manteve na linha de frente em produção cultural, em criação, em moda, em arte, em literatura, em cinema.

Pode soar pretensioso ou qualquer coisa assim - e eu ainda mais sou suspeito pra falar isso, mas o fato é que Buenos Aires tem um ar europeu forte. Nota-se nas pessoas um estilo diferente, até vanguardista (pros moldes sulamericanos). Não dá pra dizer que é a Europa na América, mas que é a filha mais nova, isso é. As ruas são muito esverdeadas e a cidade toda tem muitas árvores e praças, onde os argentinos sentam pra conversar e tomar o chimarrão (ou tererê, nos dias de calor). A comida tem grande influência italiana e espanhola. Então com certeza a cidade tem excelente pizzarias e pratos da culinária européia.

É interessante notar que o argentino gosta muito de fazer suas manifestações artísticas no meio da rua, ao ar livre, em parques, praças ou mesmo no meio da rua ao pé da letra, realmente. Nas grandes praças, nos finais de semana sempre têm uns grupos fazendo sua música, passando só o chapéu pra descolar uma grana. Ou duplas dançando tango e, do mesmo modo, apenas passando o chapéu. Em San Telmo - um dos bairros mais criativos da capital, onde estão as principais mentes criativas - quem estão nas ruas mostrando suas criações são os jovens designers de moda. Em cabides pendurados na rua cada um expõe seus cortes. Quem se interessa, vai lá conferir.

Mafalda, Guevara, Carlos Gardel e Maradona são os ícones nacionais. Por todo canto tem uma pichação, uma frase, uma referência. Mafalda mostra o lado ácido dos argentinos. Guevara, o lado pouco conservador e bastante reinvidicador. Gardel, a combinação galante e suave. E Maradona, a porralôquisse. Com essa mistura toda, dá pra entender um pouco melhor o povo argentino.





































3 comentários:

  1. martin, as fotos estão incríveis, cunhado você tem mais que uma veia artística para escrever bem também viu tem corpo e alma, seu texto está gostoso de ler, sua fotografia digna de exposição, tudo muito lindo, parabéns....bjosssss

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  2. Martin,

    Parabéns pela viagem, e pelo blog. Um show de bola em todos os sentidos. O design do fundo (tema) está lindo. Textos excelentemente redigidos. Nota 10!!!

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  3. Cunhada, depois te dou a grana combinada. :D Valeu! beijo!

    E grato, mano Alexandre! :D Relembrou a Lua de Mel em Buenos Aires, né :D

    abração!

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